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sábado, 6 de outubro de 2018

Não aconteceu, mas...

-- Ó papá, diz lá, papá, o que aconteceu ao CR7, papá? Ele fez dodói a uma menina, papá?
-- Hmmm... Ó Luisinha, tu não querias ir a Serralves ver a exposição do Mapplethorpe? Vai lá, vai lá...


terça-feira, 25 de setembro de 2018

Uma informação importante: Mapplethorpe está morto

No meio da (lamentável?) polémica Serralves-Mapplethorpe lê-se e ouve-se muita coisa. De uma forma geral, trata-se lixo ou de superficialidades, venha do povo anónimo ou de famosas luminárias, mas a defesa da liberdade de expressão (na arte ou noutro assunto qualquer) parece-me sempre uma boa causa*.

Um amigo chamou-me, por exemplo, a atenção para uma publicação de Volkan Diyaroglu numa rede social. Volkan é um jovem turco que teve também uma exposição aqui no Porto, no Maus Hábitos (encerrou no passado dia 22). Solidarizando-se com o diretor demissionário do Museu de Serralves, escreveu que não pode tirar-se o PODER aos artistas e dá-lo às instituições, cujos interesses são completamente diferentes.

Sendo ou não verdade, há uma coisa que convém ter presente neste caso concreto. O artista propriamente dito está morto desde 1989. O que há agora é uma The Robert Mapplethorpe Foundation, dirigida por uns senhores e umas senhoras de ar muito próspero. Por muito meritória que seja a sua missão e muito importantes as suas atividades, pode devolver-se a questão: pode esta instituição fazer seu o PODER do artista?

Fragmento de Fish (1985) no site http://www.mapplethorpe.org/

* Tal como compreendo que se discuta a fronteira entre a liberdade de dizer ou mostrar e a liberdade de recusar ouvir ou ver. Só num mundo ficcionado não existe este conflito, e só numa sociedade imaginária, ou absolutamente anarca, os indivíduos e as instituições (públicas e privadas) não são compelidos a regular ou a autorregular-se. Ou, o que é o mesmo, censurar ou autocensurar-se.





sábado, 22 de setembro de 2018

Se isto é o Porto...

O Porto do século 21 está a transformar-se no Porto da Idade Média.

Os bárbaros invadem as suas ruas, eufóricos e embriagados. Os nobres, de mão dada com os padres, dão pública mostra da sua castidade, censurando os corpos nus. Ao mesmo tempo, incentivam os burgueses a violar a natureza virgem. O povo, manso, paga a dízima e assiste ao festim. Haja francesinhas, futebol e vinho verde!

Foto André Rodrigues / Público.
As gruas sinalizam, bem alto, a vitória dos donos disto tudo. Os autarcas, cobardes, discutem entre si quem tem mais culpa. Têm todos, não têm?

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Lembrando Sam, the Eagle

Pequena peça do Muppet Show que dedico à Brigada de Beatos & Puritanos que anda a tomar conta de Portugal, censurando e abaixo assinando sempre de sobrancelhas cerradas.


If you're like I am, and you certainly must be, you are appalled and shocked at the weird unnatural things going on tonight.