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domingo, 6 de outubro de 2019

La providence des écornifleurs


Hoje é dia de ir a votos. Eu não vou. A abstenção é a única forma de resistência que incomoda a elite parasita. Por enquanto, ainda não nos podem silenciar nem prender, se bem que andem por aí as brigadas beatas - aqueles patuscos populares que não são mais do que la providence des écornifleurs que Brassens cantava - a cuspir para o ar.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Obituaire

Pétillon: L'Enquête Corse (Albin Michel, 2000).
Sucedem-se as mortes de Artistas históricos franceses. Ontem, René Pétillon (72 anos). Hoje, Charles Aznavour (94 anos).
Históricos, mas sempre atuais, como se demonstra pela hilariante abordagem de Pétillon ao separatismo corso e pela forma como Aznavour se reinventa em Zaznavour neste "J'aime Paris au mois de mai" (com Quincy Jones!).





Que palavras canta Zelo?


Não sei que palavras canta este Zelo, rappeur Villetaneusien. Mas sei que, mesmo que se trate de palavras vazias, a camisola que escolheu lhes dá um tom genuíno de revolta.

(Da sugestão musical de hoje do Dragões Diário).

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Elis

Porque, recentemente, o filme Elis (Hugo Prata, 2016) me reaproximou da obra de Elis Regina, aqui fica Como nossos pais (Antônio Carlos Belchior, 1976). Uma música que vale para a gente da minha idade, mas creio que já não tanto para os nossos filhos.



sábado, 15 de setembro de 2018

Versão portuguesa

A canção "Negue", que foi interpretada por muitos artistas, é um grande sucesso da música popular brasileira. Escrita por Enzo de Almeida Passos e Adelino Moreira é, entre nós, mais conhecida pela voz de Maria Bethânia.
Moreira nasceu em 1918, aqui ao lado, em Gondomar, e foi para o Brasil com um ano de idade. Ainda voltou a Portugal em 1948, mas rapidamente regressou àquele que era o seu verdadeiro país.
Sendo assim, não se compreende o que levou o poeta Augusto de Lima a escrever uma "versão portuguesa" da letra desta canção. Mas já se compreende que ninguém tenha querido gravá-la. Basta ver este pequeno excerto:
Diz-me que já não me queres.
Nega que me pertenceste.
Eu mostro a boca molhada,
Ainda marcada pelo beijo que me deste.

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Ute Wassermann em Santo Tirso


Tenho um hábito execrável que consiste em, após uma refeição abundante, desafiar os restantes convivas para um concurso de arrotos. Normalmente, causo má impressão.
No entanto, há quem faça vida disso. É o caso de Ute Wassermann, que no próximo dia 11 de setembro atua no MIEC - Museu Internacional de Escultura Contemporânea, em Santo Tirso.