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terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Sinto-me uma coisa do Frankenstein...

Estes dois homens construíram e reconstruíram tanto a identidade portuguesa que já ninguém sabe a quantas anda.




terça-feira, 25 de setembro de 2018

Uma informação importante: Mapplethorpe está morto

No meio da (lamentável?) polémica Serralves-Mapplethorpe lê-se e ouve-se muita coisa. De uma forma geral, trata-se lixo ou de superficialidades, venha do povo anónimo ou de famosas luminárias, mas a defesa da liberdade de expressão (na arte ou noutro assunto qualquer) parece-me sempre uma boa causa*.

Um amigo chamou-me, por exemplo, a atenção para uma publicação de Volkan Diyaroglu numa rede social. Volkan é um jovem turco que teve também uma exposição aqui no Porto, no Maus Hábitos (encerrou no passado dia 22). Solidarizando-se com o diretor demissionário do Museu de Serralves, escreveu que não pode tirar-se o PODER aos artistas e dá-lo às instituições, cujos interesses são completamente diferentes.

Sendo ou não verdade, há uma coisa que convém ter presente neste caso concreto. O artista propriamente dito está morto desde 1989. O que há agora é uma The Robert Mapplethorpe Foundation, dirigida por uns senhores e umas senhoras de ar muito próspero. Por muito meritória que seja a sua missão e muito importantes as suas atividades, pode devolver-se a questão: pode esta instituição fazer seu o PODER do artista?

Fragmento de Fish (1985) no site http://www.mapplethorpe.org/

* Tal como compreendo que se discuta a fronteira entre a liberdade de dizer ou mostrar e a liberdade de recusar ouvir ou ver. Só num mundo ficcionado não existe este conflito, e só numa sociedade imaginária, ou absolutamente anarca, os indivíduos e as instituições (públicas e privadas) não são compelidos a regular ou a autorregular-se. Ou, o que é o mesmo, censurar ou autocensurar-se.





quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Ute Wassermann em Santo Tirso


Tenho um hábito execrável que consiste em, após uma refeição abundante, desafiar os restantes convivas para um concurso de arrotos. Normalmente, causo má impressão.
No entanto, há quem faça vida disso. É o caso de Ute Wassermann, que no próximo dia 11 de setembro atua no MIEC - Museu Internacional de Escultura Contemporânea, em Santo Tirso.

domingo, 2 de setembro de 2018

Portugal é o futebol


Bem interessante, este artigo de João Lopes no Diário de Notícias. Disfarçado de crítica cinematográfica, um descobrir da careca à cultura e ao sistema de valores portugueses.
Hoje em dia, na sociedade portuguesa, não há nada mais cultural do que o mundo do futebol. Há mesmo um défice de genuínas reflexões sobre tal dimensão cultural...
Dito de outro modo: o valor cultural dominante na sociedade portuguesa é o futebol. Por ele passam elaboradas noções de justiça, consistência moral e definição identitária.
Algo que já sabíamos, mas que as "elites" e certa imprensa mais efeminada tentam disfarçar.
Posto isto, vamos às coisas importantes: espero que o FC Porto ganhe logo à tarde!