"A pessoa que escreve para os tolos está certa de ter uma grande audiência." Arthur Schopenhauer (1788-1860), "pai" do pessimismo filosófico.
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quinta-feira, 6 de dezembro de 2018
segunda-feira, 19 de novembro de 2018
Tu comes dois frangos, eu nenhum...
Isto está, lado a lado, num dos vários jornais que costumam limpar a imagem da conhecida agremiação lisboeta (o diário Recos). É certo que ainda não é A Bosta nem a boca de um qualquer Bagão Félix, mas acredito que lá chegaremos. E que, depois de admitir que o terrorismo tem muitas caras, alguns comecem a pensar que, afinal, também tem a cara do chamada "Estado" português. E que isso não é assim tão bom que compense aquela magra alegria de ganhar mais um campeonato, ainda que extorquido.
O Pessimista há muitos anos que denuncia esta linguagem dos Média, estas médias calculadas para lavar a merda, este "são todos iguais". Não são. Naquele dia de abril de 2015 o comissário Rui Costa, da PSP de Lisboa, veio referir-se publicamente à "apreensão de 150 artigos pirotécnicos, pertencentes aos adeptos dos dois clubes". Uma deliciosa abjeção, na linha do discurso oficial que conhecemos, mas aceitamos mansamente.
Todos sabemos mais ou menos como nascem os Bolsonaros. Em Portugal também já sabemos onde vão nascer, e que o regime lá estará, representado pelos mais altos responsáveis, a assistir ao parto.
quarta-feira, 7 de novembro de 2018
sábado, 27 de outubro de 2018
#fakenews
Hoje em dia, comunicamos e somos informados como porcos, com grunhidos e sempre cheios de lama. Vou fazer humor: apenas se salvam os órgãos de comunicação social tradicionais, a autoproclamada imprensa de referência - ou, para alguns que mandam, escrevem ou opinam por aí, séria. Isto não é verdade, pois não?
Não é verdade, porque sem esta imprensa, "descomprometida" e "independente", não haveria essa coisa a que chamam notícias falsas. Em inglês. Alguém acreditaria no Twitter ou no WhatsApp se o que alguns aí dizem não fizesse a abertura dos telejornais? Qual seria o alcance de mais um post falso no Facebook se a capa de um jornal tido como sério não a replicasse? Acriticamente, sem critério, sem pudor.
Não é verdade, porque sem esta imprensa, "descomprometida" e "independente", não haveria essa coisa a que chamam notícias falsas. Em inglês. Alguém acreditaria no Twitter ou no WhatsApp se o que alguns aí dizem não fizesse a abertura dos telejornais? Qual seria o alcance de mais um post falso no Facebook se a capa de um jornal tido como sério não a replicasse? Acriticamente, sem critério, sem pudor.
domingo, 21 de outubro de 2018
Estudando filosofia
Ao pequeno-almoço de hoje, a L. revia alguns exercícios de lógica, enquanto eu dava uma apressada vista de olhos à imprensa do dia. Tu tens um Mercedes, logo és rico, não me parece ser uma afirmação muito sólida. Intelectuais portugueses repudiam Bolsonaro, logo os brasileiros são imbecis, também não. Proponho, como mais verdadeiros, estes dois silogismos, que ilustro com a imagem de Platão, porque não tinha nenhuma de Aristóteles à mão.
Pequenas notas explicativas, talvez desnecessárias.
O meu Mercedes é maior que o teu é um dos mais antigos bares da Ribeira, no Porto. Incontornável, há alguns anos. Agora, nem tanto.
O Freitas é um tipo que perdeu as presidenciais de 1986 para o Soares, apesar de ter quase 50% na primeira volta. O que a intelectualidade de esquerda disse sobre a inteligência e a ideologia fascista do homem, quase conseguindo manchar-lhe a reputação e a vida! E, afinal, ele foi um manso trânsfuga, uma gelatina que se rendeu aos encantos de um governo PS e acabou a escrever abaixo-assinados marxistas, do ramo beato. O último é sobre Bolsonaro.
1. O meu Mercedes é maior que o teu, logo vamos beber um copo. Qualquer pessoa com cinquenta anos que, na sua juventude, frequentasse a noite da Ribeira, sabe que isto é de uma lógica perfeita.
2. Segundo a imprensa e os intelectuais portugueses, em 1986, Freitas do Amaral era um fascista bronco, logo ele apoia Bolsonaro. Que venha o primeiro Boaventura desmentir-me!
Pequenas notas explicativas, talvez desnecessárias.
O meu Mercedes é maior que o teu é um dos mais antigos bares da Ribeira, no Porto. Incontornável, há alguns anos. Agora, nem tanto.
O Freitas é um tipo que perdeu as presidenciais de 1986 para o Soares, apesar de ter quase 50% na primeira volta. O que a intelectualidade de esquerda disse sobre a inteligência e a ideologia fascista do homem, quase conseguindo manchar-lhe a reputação e a vida! E, afinal, ele foi um manso trânsfuga, uma gelatina que se rendeu aos encantos de um governo PS e acabou a escrever abaixo-assinados marxistas, do ramo beato. O último é sobre Bolsonaro.
quarta-feira, 17 de outubro de 2018
segunda-feira, 3 de setembro de 2018
Uma vaca num prado
De uma notícia da TV Correio da Manhã, reproduzida no respetivo site:
Na aula de Educação Visual, o Carlinhos apresenta uma folha completamente em branco à professora:
— É o desenho de uma vaca a comer erva, senhora Professora.
— E onde está a erva, Carlinhos?
— Comeu-a a vaca.
— E a vaca, também não a desenhaste?
— Como não havia mais erva foi-se embora.
Na aula de Educação Visual, o Carlinhos apresenta uma folha completamente em branco à professora:
— É o desenho de uma vaca a comer erva, senhora Professora.
— E onde está a erva, Carlinhos?
— Comeu-a a vaca.
— E a vaca, também não a desenhaste?
— Como não havia mais erva foi-se embora.
domingo, 2 de setembro de 2018
Portugal é o futebol
Bem interessante, este artigo de João Lopes no Diário de Notícias. Disfarçado de crítica cinematográfica, um descobrir da careca à cultura e ao sistema de valores portugueses.
Hoje em dia, na sociedade portuguesa, não há nada mais cultural do que o mundo do futebol. Há mesmo um défice de genuínas reflexões sobre tal dimensão cultural...
Dito de outro modo: o valor cultural dominante na sociedade portuguesa é o futebol. Por ele passam elaboradas noções de justiça, consistência moral e definição identitária.
Algo que já sabíamos, mas que as "elites" e certa imprensa mais efeminada tentam disfarçar.
Posto isto, vamos às coisas importantes: espero que o FC Porto ganhe logo à tarde!
quinta-feira, 30 de agosto de 2018
A primeira mensagem
"O Pessimista Positivo" apresenta-se citando um órgão de informação paradigmático, o site Notícias ao Minuto, que por sua vez cita "estudos" e "investigadores" de que ninguém se atreve a duvidar.
O que o Notícias ao Minuto nos diz, nesta matéria assinada por Liliana Lopes Monteiro, é bem explicativo da "filosofia" deste blogue: ser pessimista, afinal, é positivo.
Aqui andaremos, portanto, entre Schopenhauer e Dante Alighieri, não descurando as fake news, Donald Trump, qualquer um dos Letrias ou os articulistas portugueses em geral. Segundo revelam vários estudos de conceituadas universidades norte-americanas, todos eles são, à sua maneira, credíveis.Quantas vezes já ouviu dizer que se tiver pensamentos positivos algo fantástico irá acontecer? E há, de facto, estudos que indicam que uma atitude positiva contribui para uma saúde melhor e bem-estar geral.Porém, há um tipo de pessimistas que é tão ou mais feliz...Os investigadores sugerem que o "pessimismo defensivo" é uma estratégia utilizada por indivíduos que sofrem de ansiedade e que a utilizam para gerirem essa ânsia (...). Este tipo de pessimistas têm expectativas baixas (...) e visualizam os detalhes de tudo o que poderá correr mal, imaginando o pior cenário possível. (...) Esta perspetiva, considerada por muitos como "dantesca", dá ao pessimista um plano de ação, de forma a (...) tentar evitar todos os "azares" que concebeu na sua mente. (...) Talvez por se sentirem mais preparados, estudos indicam que também são mais confiantes.
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