Dantes, havia uma coisa chamada Unidade de Missão para a Valorização do Interior. Talvez ainda haja, não sei. Esta UMVI, diz na resolução do Conselho de Ministros que a criou, em 2016, era dirigida por um coordenador, com estatuto e gabinete equivalentes aos de sub-secretário de Estado, nomeado por despacho do Primeiro -Ministro. Como todas as estruturas interministeriais (ou seja, sem dono) em Portugal, a UMVI cumpriu de forma muito administrativa, chorona e pouco eficaz a sua missão (criar, implementar e supervisionar um programa nacional para a coesão territorial, bem como promover medidas de desenvolvimento do território do interior de natureza interministerial) . O interior não mexeu.
Agora, o interior tem uma secretaria de Estado, dita da Valorização do Interior. E, hoje, foi anunciado que o gabinete do secretário de Estado (que é o anterior coordenador da UMVI) ficará localizado em Castelo Branco. Dirão alguns que isto sim, é desconcentrar, descentralizar, apostar no interior. Aqui no Pessimista Positivo penso assim: vamos ter mais uns tecnocratas, alguns dias por semana, em Castelo Branco. Mas o que era uma política coordenada (?) pelo Primeiro-Ministro, transversal, passou a ser uma política de um ministério (o da Economia, por muito Adjunto que seja o ministro), perdendo certamente naquilo que era essencial, a concertação interministerial e interssetorial. E o novo secretário de Estado fará frequentes viagens a Lisboa, para receber instruções do seu ocupadíssimo ministro.
Não há nada de novo nem de especialmente positivo nesta mudança. Mas, seguindo a filosofia aqui da casa, também já não acontecia nada, por isso...
Agora, o interior tem uma secretaria de Estado, dita da Valorização do Interior. E, hoje, foi anunciado que o gabinete do secretário de Estado (que é o anterior coordenador da UMVI) ficará localizado em Castelo Branco. Dirão alguns que isto sim, é desconcentrar, descentralizar, apostar no interior. Aqui no Pessimista Positivo penso assim: vamos ter mais uns tecnocratas, alguns dias por semana, em Castelo Branco. Mas o que era uma política coordenada (?) pelo Primeiro-Ministro, transversal, passou a ser uma política de um ministério (o da Economia, por muito Adjunto que seja o ministro), perdendo certamente naquilo que era essencial, a concertação interministerial e interssetorial. E o novo secretário de Estado fará frequentes viagens a Lisboa, para receber instruções do seu ocupadíssimo ministro.
Não há nada de novo nem de especialmente positivo nesta mudança. Mas, seguindo a filosofia aqui da casa, também já não acontecia nada, por isso...
![]() |
| Santa Eufémia, Guarda. Foto original (a cores) de José Míscaro. |
