Mostrar mensagens com a etiqueta cidade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta cidade. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Matográfico 4

E vamos fechar o meu caminho por aqui, cruzando este Matosinhos Hazul, que vislumbro quando tomo um pequeno desvio para ir à zona das repartições públicas.


----------------------------------
À exceção dos dois murais da Yellowood, as peças que mostrei fazem parte de um projeto da Câmara Municipal de Matosinhos, em parceria com o Centro Empresarial Lionesa.

Pergunto-me se esta "institucionalização" da Street Art não é uma espécie de assassinato de carácter. A Arte Urbana não se quer marginal e livre?

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Matográfico 3

(Autor: Katre, França)

Desço mais um pouco e volto a atravessar a linha do Metro, junto ao Bloco 1 do Bairro de Carcavelos. Penso em implosão.

-----------------
O modelo dos "bairros sociais" públicos ainda vale? Eu acho que não, a menos que seja solução transitória para um acesso mais digno à habitação. Infelizmente, os bairros tendem a perpetuar-se e a ganhar um lugar duradouro na história e no imaginário das cidades.
Quem não tem uma história para contar acerca daquela vez que foi ao Cerco do Porto, ou daquele ateliê artístico-inclusivo na Biquinha, onde tantos e tantos artistas passaram a sua infância? E a aventura que era atravessar o Bairro Verde, a caminho da escola, na Régua (agora chamam-lhe "das Alagoas" e ganha prémios de reabilitação, mas continua a ser terreno de caça para a GNR e a PJ). A Zona J, meus deuses, a Zona J!
Por vezes, a arte urbana, sugerindo coloridas im-ex-plosões, mostra-nos um caminho que, a prazo, seria mais civilizado.



quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Matográfico 2

Perto de minha casa, na Finger Plaza, a parede da Yellowood é agora animada com este alegre mural. Finalmente, deram um bocado de cidade à pista pública de fingerboard .


terça-feira, 4 de setembro de 2018

Os iluminados

Na linha do pessimismo positivo que este blogue adotou, dedico agora alguma atenção à questão da eficiência energética, um tema que, a par das alterações climáticas, economia circular e descarbonização, integra o mainstream das políticas ambientais dos nossos dias.

Foto Shutterstock

Está em curso, em Portugal e na Europa, um colossal processo de investimento em eficiência energética de infraestruturas e equipamentos públicos e edifícios de todo o tipo. Há fundos comunitários envolvidos, há instrumentos financeiros específicos, há comunidades público-privadas dedicadas a estudar, projetar, reabilitar e a fazer outras coisas terminadas em "ar" que, entre outras iniciativas, estão a cobrir o país de iluminação do espaço público e edifícios assente na tecnologia LED (Light Emitting Diode).

Ainda a procissão vai no adro (ou seja, ainda há milhões e milhões para gastar), mas já se começam a confirmar sinais de que esse caminho está cheio de armadilhas. Este alerta da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico do Porto, por exemplo, não é caso único (ver: “Último grito” da iluminação está a tornar a noite mais dia com efeitos na saúde).

Como é habitual, o problema não está na tecnologia em si, mas no seu uso generalizado sem a devida ponderação dos efeitos na saúde humana, nos ecossistemas e no ambiente: aumento da poluição luminosa a grande distância, perturbações do sono (que implicam maiores riscos de depressão, obesidade, diabetes e potenciam os cancros de origem hormonal), desorientação das aves migratórias, diminuição do número de insetos, etc.

E assim, à boleia do dinheiro fácil, se vai fazendo o futuro das cidades, das políticas públicas e da nossa sociedade.