domingo, 13 de outubro de 2019

Deixem jogar o Ventura

A este grupo de fascistas, que convivem mal com a democracia, só posso dizer: deixem jogar o Ventura!


domingo, 6 de outubro de 2019

La providence des écornifleurs


Hoje é dia de ir a votos. Eu não vou. A abstenção é a única forma de resistência que incomoda a elite parasita. Por enquanto, ainda não nos podem silenciar nem prender, se bem que andem por aí as brigadas beatas - aqueles patuscos populares que não são mais do que la providence des écornifleurs que Brassens cantava - a cuspir para o ar.

segunda-feira, 18 de março de 2019

Francamente ridículo


Como broma, ya está bien, ¿no? El sainete ha durado demasiado. Una cosa es que Napoleón dijera que España era diferente y otra que la familia de un dictador, culpable de la peor catástrofe de nuestra historia, le eche un pulso a un Gobierno democrático y lo vaya ganando. Y lo peor ni siquiera es la sensación de desprestigio colectivo, de democracia barata, de chapuza tercermundista. Me pregunto dónde ha estado el garantismo de nuestro ordenamiento jurídico en las sentencias judiciales que le han hecho la vida imposible a los familiares de los españoles asesinados sin juicio que siguen enterrados en las cunetas de nuestras carreteras. Me pregunto si a los jueces les parece aceptable que seamos el país con más fosas en el mundo después de Camboya. Me pregunto si algún jurista está orgulloso de que se protejan con tanto afán los intereses de una sola familia después de haber humillado, y desamparado con saña, a miles de ellas. Soy una simple ciudadana, pero me gustaría que alguien respondiera a mis preguntas. Me gustaría también que, si el resultado de las inminentes elecciones lo permite, el próximo Gobierno tomara algunas decisiones. La primera, desacralizar el Valle de los Caídos y, en consecuencia, suprimir el monasterio que alberga. Los monjes, con el prior a la cabeza, ya encontrarán otro lugar donde vivir. La segunda, derogar los acuerdos que garantizan los privilegios de la Iglesia católica, desde la casilla del IRPF hasta las exenciones fiscales. Sería justo y, además, bueno para todos. La tercera, ilegalizar la Fundación Francisco Franco y acabar con este bochorno. Yo no sé lo que es el patriotismo para ustedes. Para mí, tiene mucho que ver con que mi patria no haga el ridículo. Y este ya no lo soporto más.

(Almudena Grandes, El País, 18 de março de 2019).

sábado, 23 de fevereiro de 2019

Um cretino

O mundo fica melhor. Pelos vistos, a nata lisboeta está inconsolável, o que é sinal de que eu tenho razão.


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Descubra as diferenças

Na primeira página do DN (digital) aparece isto:


Clica-se e, na "página" interior, passa a ler-se isto:


E, na transcrição da entrevista propriamente dita está assim:


 E eu já tinha chamado nomes ao fascista, nazi, racista Professor António Manuel Hespanha, quando, afinal, era apenas mais uma brincadeira dos "jornalistas"...

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Preçários

Creio que esta notícia tem uma aborrecida gralha. O que se deve discutir é os preçários da RTP. Quanto nos custa um conjunto de canais de rádio e TV que dão o mesmo que os outros canais de rádio e TV: paineleiros de baixa política e futebol, notícias locais de Lisboa, bonecos para putos, séries estrangeiras e pimbalhada?


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Como é Portugal

Os portugueses são assim.
Um dia, há um facínora que entra no programa do Goucha. A comoção é geral e colossal. A sociedade revolta-se. Os senadores e a ralé espumam de indignação. O Marcelo telefona à Cristina, que interrompe a conversa com o capo di tutti i capi para atender. As lágrimas correm pelo rosto de todos. É lindo, é redentor.
Dias depois, o Goucha visita o Berardo no "seu" palácio. Tudo jóia, elegante, sofisticado. Berardo não é um facínora, deve até ser visita de casa do capo di tutti i capi, com quem partilha gostos clubísticos e pelo dinheiro alheio. Mas não há problema, até o Marcelo deve ter afeto por ele, que é um homem de Cultura. Um ou outro comentador estranha, o resto da manada fica impávida. Afinal, dar calotes colossais na banca, para que todos paguemos, até é bem visto neste sítio à beira-mar estagnado. E a visita deve ter redimido o Goucha.



domingo, 27 de janeiro de 2019

Hackers e bandidos

E pronto, andamos nisto. Discute-se se o homem é um herói ou um criminoso. A "nação" benfiquista pede a sua prisão - e as polícias e o Ministério Público tentam obedecer, como podem. Mas eis que surgem os bandidos, para quem nunca há problemas éticos ou dilemas morais: para sacar, vale tudo.


sábado, 26 de janeiro de 2019

Os cêtêtês

Renacionalizem os cêtêtês, já! Porque os cêtêtês são essenciais à felicidade dos povos, apesar de já ninguém escrever cartas e receber apenas contas e publicidade. Porque os cêtêtês são essenciais para a coesão territorial e para a sobrevivência do interior esquecido e ostracizado. Renacionalizem os cêtêtês, para que os que assim gritam não tenham que explicar o seu silêncio quando fecharam as escolas, os centros de saúde, as juntas de freguesia, as agências da CGD pública, os postos da GNR...


sábado, 12 de janeiro de 2019

O que faz falta é animar a malta

Foi apenas o segundo jogo, mas é obra. Estava 100% vitorioso,  no final do primeiro, e conseguiu a proeza de ganhar dois. Todos os dois. Ambos os dois.


quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Hora a hora, a Ciência melhora

O Pessimista+ disse o que tinha a dizer sobre a mudança de hora. O P+ nao gosta de mudar de seis em seis meses, e prefere que amanheça com o sol a nascer.
A "Ciência" a que se referiu o senhor Costa, o primeiro-ministro de linguagem aproximativa e política irresponsável, nunca me pareceu bem "Ciência", como vimos aqui. E como vemos agora, quando o "cientista" bate em retirada:
Em resposta às críticas, Rui Agostinho esclarece que não tinha pretensões de que o relatório abordasse todos “os lados da sociedade e das componentes que a hora tem”, como refere no relatório, e diz ao PÚBLICO que “a decisão será sempre polémica”, independentemente do parecer emitido. “O relatório não toma decisões nenhumas, é consultivo, não é vinculativo e o Governo sabe disso. No fundo, é uma decisão política pura e dura”, afirma.
Além disso, Rui Agostinho explica que assinou o parecer em seu nome e não em nome da Comissão Permanente da Hora (órgão consultivo do Governo criado por decreto em 1944), que não se reuniu porque era pedido que o relatório fosse entregue “num curto prazo de tempo”. Em cima da mesa estavam também constrangimentos internos da Universidade de Lisboa, que integrou o OAL no grupo de “museus” da universidade e não na Faculdade de Ciências. Rui Agostinho revela ainda que “foi comunicado há mais de um ano e meio aos ministérios que deveria haver um novo enquadramento das questões da hora legal e da comissão permanente da hora”.
E assim se vai fazendo este país corrupto e gerido por crápulas. Que não há outro nome para eles.

(Público)


domingo, 6 de janeiro de 2019

Para os que duvidam...

Ontem, dizia que os sinais de uma sociedade totalitária e dominada pela intolerância são crescentes e preocupantes. Mais um exemplo, que volto a respigar do Público.
Entre editoriais e artigos de "senadores" e "senadoras" a condenar a TVI por ter entrevistado um tipo pouco recomendävel e a elogiar o Professor e o Primeiro, a edição de hoje deste manual de bom comportamento chama para a primeira página, e dá duas páginas interiores, a um caso infame: vejam lá que agora há uma coisa chamada "presunção de inocência"! Que vergonha, as "suspeitas" do nosso infalível e imaculado Ministério Público não chegam para condenar imediatamente!
Vai-se a liberdade de expressão, vai-se a ética na imprensa, vai-se a confiança na Justiça... O que nos fica?
(Bom, façamos "justiça" ao Pasquim: no caso do Sport de Lisboa e de J. Sócrates as suspeitas não chegam, são até frouxas e manipuladas. E inocente é inocente, até ser condenado em última instância...)




sábado, 5 de janeiro de 2019

Populistas e fascistas

Não vejo ninguém em pânico, e no entanto a censura, o totalitarismo, o autoritarismo... andam por aí!
Não nas palavras de um delinquente na TVI nem na quase-visita da Le Pen àquela festa da malta dos jogos vídeo. Não no Orbán, no Bolsonaro ou no Trump, gente nada recomendável, mas eleita pelos respetivos povos, e que continuam a frequentar as melhores casas deste mundo e a merecer afetos dos nossos líderes políticos.
Esse horror, o fim da nossa democracia, nem sequer anda pelas famigeradas e intolerantes "redes sociais".
Ele anda na censura coletiva e institucional que se instalou. Na intervenção permanente de membros do governo e do senhor verborreia a condenar esta ou aquela palavra, a entrevista a Fulano ou o convite a Beltrana. Nos longos e nojentos braços dos Tribunais e do Ministério Público, ou da máquina armada do Fisco, incompetentes, corruptos, mas sempre ameaçadores. Numa boa parte da imprensa que joga o jogo viscoso dos podres poderes, para sobreviver, para enriquecer, para satisfazer vaidades.
Estas propostas, que hoje são mostradas no Público,  para controlar os representantes do povo no Parlamento são mais um sintoma. Em vez de tratarmos de ter gente honesta, queremos ter uns debilóides bem vigiados. E a seguir, vamos colocar-lhe pulseiras eletrónicas, para saber se andam dentro dos limites do seu círculo eleitoral sempre que alegarem "trabalho político"?


segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Ano Novo

O meu voto de Ano Novo vai para uma Escola que seja, realmente, uma luz de esperança para os que nascem do lado escuro da vida.

Este desenho de AUREL (no Le Monde de 26.12.2018) diz tudo.


segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Natal

No Natal recordo sempre estes versos de Eugénio de Andrade. Por muito profunda que seja a tristeza ou a solidão, por muito grande que seja a revolta, haverá sempre um cravo ou um dióspiro para nos agarrarmos. Um pessimista positivo é assim.
Feliz Natal!
O último Natal
É Natal, nunca estive tão só.
Nem sequer neva como nos versos
do Pessoa ou nos bosques
da Nova Inglaterra.
Deixo os olhos correr
entre o fulgor dos cravos
e os dióspiros ardendo na sombra.
Quem assim tem o verão
dentro de casa
não devia queixar-se de estar só,
não devia. 
Eugénio de Andrade
Rente ao dizer (1992)

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Os culpados do costume...

Estranho. Este tipo tem a certeza de que não há ninguém no governo anterior que possa culpar?


quinta-feira, 20 de dezembro de 2018


Já deixei de achar graça ao "Professor Marcelo", que começou por ser um palhacinho querido mas rapidamente se transformou num verdadeiro e vergonhoso bobo. Entre a "chefia suprema" de umas forças armadas patéticas e corruptas, as promessas afetuosas que não passaram de embustes, as presenças frenéticas em despistes de elétricos e o baixar de calças à frente dos patrões de Angola e da China, a fantochada ultrapassou os limites. Agora tem andado a falar grosso, dizendo que se os portugueses estão descontentes com o mau estado do Estado português podem protestar com o voto nas eleições... europeias. Que, se caiu um helicóptero do INEM, temos que, como em Pedrógão,  Tancos, Monchique, Borba e outros locais,  exigir "responsabilidades".
Mas, claro, não responsabilidades dele próprio,  que só foi eleito para beijinhos e "estabilidade institucional". Nem do governo,  claro, que o governo não existe,  só existe o governo anterior.
Que "estado" é este, que não é sólido,  líquido nem gasoso? Que é apenas merdoso?

Queremos livrar-nos destes amiguinhos? Pelos vistos, é nas eleições para o Parlamento Europeu que devemos fazê-lo. Que riso. Que merda.

domingo, 16 de dezembro de 2018

Uma alegria no ar. Aleluia!

Entre a página 10 e a página 31 do Público de hoje há alguma coisa que me escapa.